As autoridades turcas divulgaram esta informação em uma declaração escrita, reproduzida pela emissora CNNTürk, um dia depois de reunirem-se com o promotor-chefe saudita encarregado de investigar o caso.
O documento da instituição judicial indica que “Jamal Khashoggi foi assassinado mediante estrangulamento, de forma planejada de antemão, imediatamente depois de entrar, em 2 de outubro de 2018, no consulado da Arábia Saudita em Istambul para recolher documentos relativos ao seu casamento”.
O texto ressalta que os representantes da promotoria turca se reuniram na segunda-feira (29) com o promotor-chefe saudita Saud el Moyeb, que tinha chegado no dia anterior a Istambul para uma visita de trabalho.
Durante esta reunião, os juristas turcos exigiram aos sauditas por escrito a resposta a três perguntas: onde está o corpo de Khashoggi, se tinham qualquer informação sobre o planejamento prévio do assassinato, e quem é o ‘colaborador local’ que, segundo declarações de Riad, era o encarregado de desfazer-se do corpo.
A delegação saudita se reuniu com a turca mais uma vez nesta terça-feira (30), “e estas perguntas foram repetidas, sublinhando que se está esperando uma resposta”, ao que os sauditas prometeram responder nesse mesmo dia, afirma o comunicado.
No entanto, a contestação escrita enviada pelo promotor saudita hoje a seu homólogo turco consiste apenas em um “convite ao promotor-chefe de Istambul e sua equipe a vir à Arábia Saudita com todas as provas para investigar conjuntamente” o caso.
Além disso, El Moyeb esclareceu que as autoridades sauditas não têm constância alguma de um ‘colaborador local’ turco, contradizendo assim a versão oficial saudita divulgada anteriormente.
“Apesar de toda a nossa boa vontade, não obtivemos nenhum resultado concreto das conversas” com a equipe saudita, lamenta o comunicado turco.
Fonte Agência Brasil
